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Metodologia Científica

Pesquisa Aplicada

Pesquisa aplicada

“A pesquisa aplicada é motivada por razões de ordem prática. Visa às aplicações práticas, com objetivo de atender as exigências da vida moderna. Nesse caso, sendo o objetivo contribuir para fins práticos, pela busca de soluções para problemas concretos”. (ANDRADE, 2017)

O que é Pesquisa aplicada?

A pesquisa aplicada é aquela em que o pesquisador é movido pela necessidade de conhecer para a aplicação imediata dos resultados. Contribui para fins práticos, visando à solução mais ou menos imediata do problema encontrado na realidade. Na pesquisa aplicada, o pesquisador busca orientação prática à solução imediata de problemas concretos do cotidiano. (BARROS; LEHFELD, 2014).

A pesquisa prática também chamada de pesquisa aplicada visa encontrar soluções as necessidades apresentadas na realidade, ou seja, estabelecer ordem e controle na natureza. É um teste prático das posições teóricas. (LEÃO, 2017). Objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. (PRODANOV; FREITAS, 2013).

A pesquisa aplicada interessa-se pela aplicação, utilização e consequências práticas dos conhecimentos. Destina-se a aplicar os conhecimentos científicos para a solução dos mais variados problemas individuais ou coletivos. Concretiza-se por meio das “ciências aplicadas” e “tecnológicas”. (ASSIS, 2009)

A pesquisa aplicada caracteriza-se por seu interesse prático, isto é, que os resultados sejam aplicados ou utilizados, imediatamente, na solução de problemas que ocorrem na realidade. (MARCONI; LAKATOS, 2017).

Segundo Gil (2019), a pesquisa aplicada, abrange estudos elaborados com a finalidade de resolver problemas identificados no âmbito das sociedades em que os pesquisadores vivem. Embora as duas categorias correspondam a pesquisas que têm propósitos muito diferentes, nada impede que pesquisas básicas sejam utilizadas com a finalidade de contribuir para a solução de problemas e de ordem prática. Da mesma forma, pesquisas aplicadas podem contribuir para a ampliação do conhecimento científico e sugerir novas questões a serem investigadas. (GIL, 2019).

Na tradição acadêmica brasileira, a atividade de pesquisa está fortemente concentrada na universidade e constitui preparação inerente à formação de mestres e doutores em programas de pós-graduação stricto sensu, em que é produzida, predominantemente, a pesquisa acadêmica destinada à obtenção de um título acadêmico. Na maioria das vezes, os programas de pós-graduação, os mestres e doutores de tais programas, estão organizados em laboratórios, núcleos ou centros de pesquisa, que produzem pesquisa acadêmica, mas que estão mais diretamente orientados para a pesquisa aplicada. As pesquisas puras e aplicadas, na realidade, não se excluem, nem se opõem. (CERVO; BERVIAN; DA SILVA, 2007).

Tendo-se em vista a grande gama de interesses, principalmente econômicos, a maioria das pesquisas é realizada a partir de objetivos que visem sua utilização prática. Valem-se estas pesquisas das contribuições das teorias e leis já existentes.

É definido como pesquisa aplicada em função de seu objetivo ser mais imediatista, pois o investidor tem pressa no retorno do recurso aplicado.

A competitividade existente em uma economia de mercado faz as empresas criarem novos produtos ou aumentarem a eficiência dos já existentes, pois tão importante quanto o conforto que um carro oferece é o número de quilômetros que roda com um litro de combustível. (SANTOS; FILHO, 2017).

Diferença entre Pesquisa Básica e Aplicada

Na pesquisa básica, o pesquisador, comumente, busca a atualização de seus conhecimentos, enquanto na pesquisa aplicada a finalidade não é somente procurar uma nova tomada de posição teórica, mas realizar uma ação concreta, ou seja, operacionalizar os resultados do trabalho. (BARROS; LEHFELD, 2014).

Na realidade, as pesquisas básicas e aplicadas não são opostas ou mutuamente excludentes, e não se deve considerar uma mais importante que a outra, ou ainda, uma mais simples e outra mais complexa.

Os dois tipos de pesquisas são indispensáveis ao desenvolvimento da ciência. Somente as circunstâncias vinculadas ao objeto de investigação relacionando-se com a realidade social, política, cultural e econômica onde e para onde se reveste o estudo é que poderão ditar maior ou menor importância eventual, bem como o grau de complexidade de uma sobre a outra. (BARROS; LEHFELD, 2014).

Em concordância com Gil (2019), Andrade (2017), relata que, na realidade, pesquisa básica ou aplicada não constituem departamentos estanques, exclusivos entre si. À pesquisa básica pode eventualmente proporcionar conhecimentos passíveis de aplicações práticas, enquanto a pesquisa aplicada pode resultar na descoberta de princípios científicos que promovam avanço do conhecimento em determinada área.


Referências Bibliográficas:

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

ASSIS, Maria Cristina de. Metodologia do Trabalho Científico. In: Evangelina Maria B. de Faria; Ana Cristina S. Aldrigue. (Org.). Linguagens: usos e reflexões. 3. Ed. João Pessoa: Editora Universitária UFPB, 2009. Disponível em: <http://biblioteca.virtual.ufpb.br/files/metodologia_do_trabalho_cientifico_1360073105.pdf> Acesso em: 13 mar. 2018.

BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2014.

CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A.; DA SILVA, Roberto. Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2019.

LEÃO, Lourdes Meireles. Metodologia do Estudo e Pesquisa: facilitando a vida dos estudantes, professores e pesquisadores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

LEÃO, Lourdes Meireles. Metodologia do Estudo e Pesquisa: facilitando a vida dos estudantes, professores e pesquisadores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

PRODANOV, Cleber Cristiano.; FREITAS, Ernani Cesar de Freitas. Metodologia do Trabalho Científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

SANTOS, João Almeida. FILHO, Domingos Parra. Metodologia Científica. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017.

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